Pão e circo


By Cathy Scarlet




Nas aulas de História, já ouvi a afirmação de que os portugueses enviaram para o Brasil aquilo que havia de pior em sua sociedade: criminosos, ladrões e assassinos. Embora considere essa ideia um tanto exagerada, jamais imaginei que esse suposto "sangue ruim" pudesse ter evoluído para uma espécie ainda mais nociva e perigosa: os políticos corruptos.

Diante dos acontecimentos que marcaram nosso país nos últimos anos — um país rico não apenas em recursos naturais, mas também em diversidade cultural —, seria desejável uma profunda mudança na forma como nossos representantes atuam. A preocupação deveria estar voltada para as necessidades da população que os elegeu. Entretanto, o que vemos com frequência são reportagens, denúncias e declarações públicas que colocam muitos desses políticos em confronto direto com princípios éticos fundamentais. Alguns chegaram, inclusive, a se posicionar contra investigações e comissões parlamentares que buscavam apurar possíveis irregularidades.

Ao observar os acontecimentos políticos recentes, passei a questionar até que ponto determinadas investigações conseguem se desvincular de interesses eleitorais. Em muitos momentos, parece haver uma atenção desproporcional direcionada a certos nomes e partidos, enquanto outros investigados recebem tratamento distinto. O envolvimento de Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato, por exemplo, foi amplamente explorado pelos meios de comunicação antes mesmo da conclusão definitiva de diversos processos. Em contrapartida, outros políticos mencionados em delações ou investigações acabaram tendo processos arquivados ou enfrentando consequências menos severas.

Lembro-me também dos acontecimentos que antecederam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Naquele período, tanto parte de seus aliados — que abandonaram o governo movidos por interesses políticos próprios — quanto seus opositores concentraram duras críticas em sua administração e em sua figura pública. O mesmo rigor, contudo, não parecia ser aplicado ao então vice-presidente e sucessor, Michel Temer. As denúncias contra ele geraram intensa repercussão, mas tiveram desdobramentos distintos daqueles observados no caso de sua antecessora.

Todo esse processo foi acompanhado por milhões de brasileiros em rede nacional e repercutiu internacionalmente. A famosa votação do impeachment, marcada por discursos muitas vezes desconectados do mérito das acusações discutidas, tornou-se um símbolo de um espetáculo político que deixou muitos cidadãos indignados. Para mim, a sensação foi a de assistir a uma encenação em que os interesses partidários e pessoais se sobrepunham às necessidades reais da população.


Votação dos deputados estaduais nada mais demonstra do que um gigantesco "tapa na cara" da justiça, que comprova sua vulnerabilidade dependendo do "réu" sob julgamento.


Se a Justiça não existe para averiguar a culpabilidade ou a inocência de alguém, então para que serve? Ou, mais precisamente, a quem serve?

Essa é uma pergunta que me faço com frequência ao observar determinadas situações. Em muitos casos, parece haver uma aplicação rigorosa da lei para alguns, enquanto outros conseguem se beneficiar de recursos, influência política e das inúmeras brechas existentes tanto na legislação quanto nas próprias instituições. A ética, que deveria ser um princípio universal, parece sofrer estranhas adaptações quando envolve pessoas poderosas ou ocupantes de cargos públicos.

Enquanto isso, a população que elege esses representantes continua enfrentando dificuldades cada vez maiores. Vivemos uma realidade marcada pelo aumento constante do custo de vida, pela estagnação ou perda do poder de compra dos salários, pelo crescimento da violência e pela deterioração de serviços essenciais.

A educação, por exemplo, frequentemente se torna alvo de projetos e discursos que transferem a responsabilidade de problemas estruturais para professores e gestores, ao mesmo tempo em que propõem mudanças cuja implementação exige recursos que muitos estados sequer possuem. Na saúde, o cenário não é menos preocupante: faltam profissionais, medicamentos, infraestrutura e condições adequadas de atendimento para uma parcela significativa da população.

No fim das contas, quem sofre as consequências dessas falhas é o cidadão comum. Somos nós que enfrentamos filas, pagamos impostos, convivemos com a insegurança e lidamos diariamente com as limitações de serviços que deveriam funcionar de maneira eficiente.

O que mais me inquieta, porém, não é apenas a existência desses problemas, mas a naturalidade com que muitas vezes passamos a conviver com eles. Assistimos a escândalos, denúncias, privilégios e injustiças se sucederem sem que isso produza mudanças significativas na forma como encaramos a política ou escolhemos nossos representantes.

Talvez a maior vitória daqueles que abusam do poder não seja o dinheiro desviado ou os cargos preservados. Talvez seja conseguir convencer a população de que nada pode ser feito, de que tudo continuará exatamente como está.

E é justamente essa resignação que mais me assusta.


Observe esse quadro retirado do G1 refente à votação para arquivamento da denúncia contra Temer:




Consegue perceber como esse processo pode se transformar em uma forma de manipulação política?

Por isso, acredito que a população precisa observar seus representantes com muito mais atenção. Não apenas aqueles que votaram de determinada maneira em episódios específicos, mas todos os que ocupam cargos públicos e tomam decisões em nosso nome. O voto não deveria ser tratado como um gesto automático, baseado apenas em promessas, slogans ou afinidades partidárias. Ele exige memória, análise e responsabilidade.

Mesmo aqueles que, em determinadas ocasiões, adotam posições aparentemente favoráveis ao interesse público merecem ser observados de forma crítica. Afinal, nem toda decisão política é motivada por compromisso com a população; muitas vezes, interesses eleitorais, partidários ou pessoais também estão em jogo.

O que mais me preocupa é a facilidade com que parte do eleitorado esquece acontecimentos recentes. Escândalos, denúncias, investigações e contradições frequentemente desaparecem da memória coletiva conforme novas eleições se aproximam. Então, nomes que já demonstraram desprezo pela ética pública retornam ao debate político como se nada tivesse acontecido.

Não acredito que a corrupção se sustente apenas pela ação dos corruptos. Ela também encontra espaço quando a sociedade deixa de fiscalizar seus representantes, relativiza comportamentos condenáveis ou aceita determinadas práticas como algo normal e inevitável.

Por isso, mais importante do que defender políticos específicos é desenvolver uma postura crítica diante de todos eles. Democracias fortes dependem não apenas de instituições sólidas, mas também de cidadãos atentos, informados e dispostos a cobrar coerência daqueles que receberam a responsabilidade de governar.

Talvez o maior desafio não seja identificar os erros dos políticos, mas evitar que nós mesmos nos tornemos indiferentes a eles.



ACRE

Alan Rick (PRB): NÃO

Angelim (PT): NÃO

César Messias (PSB): NÃO

Flaviano Melo (PMDB): SIM
Jéssica Sales (PMDB): SIM
Leo de Brito (PT): NÃO
Moisés Diniz (PCdoB): NÃO
Rocha (PSDB): NÃO
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ALAGOAS
Arthur Lira (PP): SIM
Cícero Almeida (PMDB): SIM
Givaldo Carimbão (PHS): NÃO
JHC (PSB): NÃO
Marx Beltrão (PMDB): SIM
Maurício Quintella Lessa (PR): SIM
Paulão (PT): NÃO
Pedro Vilela (PSDB): Ausente
Ronaldo Lessa (PDT): NÃO
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AMAPÁ
André Abdon (PP): SIM
Cabuçu Borges (PMDB): SIM
Janete Capiberibe (PSB): NÃO
Jozi Araújo (PTN): SIM
Marcos Reategui (PSD): Ausente
Professora Marcivania (PCdoB): NÃO
Roberto Góes (PDT): SIM
Vinicius Gurgel (PR): SIM
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AMAZONAS
Alfredo Nascimento (PR): SIM
Arthur Virgílio Bisneto (PSDB): SIM
Átila Lins (PSD): SIM
Conceição Sampaio (PP): NÃO
Hissa Abrahão (PDT): NÃO
Pauderney Avelino (DEM): SIM
Sabino Castelo Branco (PTB): SIM
Silas Câmara (PRB): SIM
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BAHIA
Afonso Florence (PT): NÃO
Alice Portugal (PCdoB): NÃO
Antonio Brito (PSD): NÃO
Antonio Imbassahy (PSDB): SIM
Arthur Oliveira Maia (PPS): SIM
Bacelar (PTN): NÃO
Bebeto (PSB): NÃO
Benito Gama (PTB): SIM
Cacá Leão (PP): SIM
Caetano (PT): NÃO
Claudio Cajado (DEM): SIM
Daniel Almeida (PCdoB): NÃO
Elmar Nascimento (DEM): SIM
Erivelton Santana (PEN): SIM
Félix Mendonça Júnior (PDT): NÃO
Fernando Torres (PSD): NÃO
Irmão Lazaro (PSC): NÃO
João Carlos Bacelar (PR): SIM
João Gualberto (PSDB): NÃO
Jorge Solla (PT): NÃO
José Carlos Aleluia (DEM): SIM
José Carlos Araújo (PR): SIM
José Nunes (PSD): NÃO
José Rocha (PR): SIM
Josias Gomes (PT): NÃO
Jutahy Junior (PSDB): NÃO
Lucio Vieira Lima (PMDB): SIM
Márcio Marinho (PRB): SIM
Mário Negromonte Jr. (PP): SIM
Nelson Pellegrino (PT): NÃO
Pastor Luciano Braga (PRB): SIM
Paulo Azi (DEM): SIM
Paulo Magalhães (PSD): NÃO
Roberto Britto (PP): SIM
Ronaldo Carletto (PP): Ausente
Sérgio Brito (PSD): NÃO
Uldurico Junior (PV): NÃO
Valmir Assunção (PT): NÃO
Waldenor Pereira (PT): NÃO
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CEARÁ
André Figueiredo (PDT): NÃO
Aníbal Gomes (PMDB): SIM
Ariosto Holanda (PDT): NÃO
Cabo Sabino (PR): NÃO
Chico Lopes (PCdoB): NÃO
Danilo Forte (PSB): SIM
Domingos Neto (PSD): SIM
Genecias Noronha (SD): SIM
Gorete Pereira (PR): SIM
José Airton Cirilo (PT): NÃO
José Guimarães (PT): NÃO
Leônidas Cristino (PDT): NÃO
Luizianne Lins (PT): NÃO
Macedo (PP): SIM
Moses Rodrigues (PMDB): SIM
Odorico Monteiro (PSB): NÃO
Paulo Henrique Lustosa (PP): SIM
Raimundo Gomes de Matos (PSDB): Ausente
Ronaldo Martins (PRB): NÃO
Vaidon Oliveira (DEM): SIM
Vitor Valim (PMDB): NÃO
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DISTRITO FEDERAL
Alberto Fraga (DEM): SIM
Augusto Carvalho (SD): NÃO
Erika Kokay (PT): NÃO
Izalci Lucas (PSDB): SIM
Laerte Bessa (PR): SIM
Rogério Rosso (PSD): SIM
Ronaldo Fonseca (PROS): SIM
Rôney Nemer (PP): Ausente
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ESPÍRITO SANTO
Carlos Manato (SD): NÃO
Dr. Jorge Silva (PHS): NÃO
Evair Vieira de Melo (PV): NÃO
Givaldo Vieira (PT): NÃO
Helder Salomão (PT): NÃO
Lelo Coimbra (PMDB): SIM
Marcus Vicente (PP): SIM
Norma Ayub (DEM): NÃO
Paulo Foletto (PSB): NÃO
Sergio Vidigal (PDT): NÃO
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GOIÁS
Alexandre Baldy (PTN): SIM
Célio Silveira (PSDB): SIM
Daniel Vilela (PMDB): SIM
Delegado Waldir (PR): Ausente
Fábio Sousa (PSDB): NÃO
Flávia Morais (PDT): NÃO
Giuseppe Vecci (PSDB): SIM
Heuler Cruvinel (PSD): SIM
João Campos (PRB): SIM
Jovair Arantes (PTB): SIM
Lucas Vergilio (SD): SIM
Magda Mofatto (PR): SIM
Marcos Abrão (PPS): NÃO
Pedro Chaves (PMDB): SIM
Roberto Balestra (PP): SIM
Rubens Otoni (PT): NÃO
Thiago Peixoto (PSD): SIM
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MARANHÃO
Aluisio Mendes (PTN): SIM
André Fufuca (PP): SIM
Cleber Verde (PRB): SIM
Deoclides Macedo (PDT): NÃO
Eliziane Gama (PPS): NÃO
Hildo Rocha (PMDB): SIM
João Marcelo Souza (PMDB): SIM
José Reinaldo (PSB): SIM
Junior Marreca (PEN): SIM
Juscelino Filho (DEM): SIM
Luana Costa (PSB): NÃO
Pedro Fernandes (PTB): SIM
Rubens Pereira Júnior (PCdoB): NÃO
Sarney Filho (PV): SIM
Victor Mendes (PSD): SIM
Waldir Maranhão (PP): NÃO
Weverton Rocha (PDT): NÃO
Zé Carlos (PT): NÃO
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MATO GROSSO
Adilton Sachetti (PSB): SIM
Carlos Bezerra (PMDB): SIM
Ezequiel Fonseca (PP): SIM
Fabio Garcia (PSB): SIM
Nilson Leitão (PSDB): SIM
Professor Victório Galli (PSC): SIM
Rogério Silva (PMDB): SIM
Ságuas Moraes (PT): NÃO
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MATO GROSSO DO SUL
Carlos Marun (PMDB): SIM
Dagoberto Nogueira (PDT): NÃO
Elizeu Dionizio (PSDB): SIM
Geraldo Resende (PSDB): SIM
Mandetta (DEM): NÃO
Tereza Cristina (PSB): SIM
Vander Loubet (PT): NÃO
Zeca do PT (PT): NÃO
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MINAS GERAIS
Adelmo Carneiro Leão (PT): NÃO
Ademir Camilo (PODE): SIM
Aelton Freitas (PR): SIM
Bilac Pinto (PR): SIM
Brunny (PR): SIM
Caio Narcio (PSDB): SIM
Carlos Melles (DEM):
Dâmina Pereira (PSL): SIM
Delegado Edson Moreira (PR): SIM
Diego Andrade (PSD): SIM
Dimas Fabiano (PP): SIM
Domingos Sávio (PSDB): SIM
Eduardo Barbosa (PSDB): Ausente
Eros Biondini (PROS): NÃO
Fábio Ramalho (PMDB): SIM
Franklin (PP): SIM
Gabriel Guimarães (PT): NÃO
George Hilton (PROS):NÃO
Jaime Martins (PSD): SIM
Jô Moraes (PCdoB): NÃO
Júlio Delgado (PSB): NÃO
Laudivio Carvalho (SD): NÃO
Leonardo Monteiro (PT): NÃO
Leonardo Quintão (PMDB): SIM
Lincoln Portela (PRB): NÃO
Luis Tibé (PTdoB): SIM
Luiz Fernando Faria (PP): SIM
Luzia Ferreira (PPS): NÃO
Marcelo Álvaro Antônio (PR): NÃO
Marcelo Aro (PHS): SIM
Marcos Montes (PSD):
Marcus Pestana (PSDB):
Margarida Salomão (PT): NÃO
Mauro Lopes (PMDB): SIM
Misael Varella (DEM): SIM
Newton Cardoso Jr (PMDB): SIM
Padre João (PT): NÃO
Patrus Ananias (PT): NÃO
Paulo Abi-Ackel (PSDB): SIM
Raquel Muniz (PSD): SIM
Reginaldo Lopes (PT): NÃO
Renato Andrade (PP): SIM
Renzo Braz (PP): SIM
Rodrigo de Castro (PSDB): SIM
Rodrigo Pacheco (PMDB): Abstenção
Saraiva Felipe (PMDB): SIM
Stefano Aguiar (PSD): NÃO
Subtenente Gonzaga (PDT): NÃO
Tenente Lúcio (PSB): SIM
Toninho Pinheiro (PP): SIM
Weliton Prado (PMB): NÃO
Zé Silva (SD): SIM
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PARÁ
Arnaldo Jordy (PPS): NÃO
Beto Faro (PT): NÃO
Beto Salame (PP): SIM
Delegado Éder Mauro (PSD): SIM
Edmilson Rodrigues (PSOL): NÃO
Elcione Barbalho (PMDB): SIM
Francisco Chapadinha (PTN): SIM
Hélio Leite (DEM): SIM
Joaquim Passarinho (PSD): NÃO
José Priante (PMDB): SIM
Josué Bengtson (PTB): SIM
Júlia Marinho (PSC): SIM
Lúcio Vale (PR): SIM
Nilson Pinto (PSDB): SIM
Simone Morgado (PMDB): SIM
Wladimir Costa (SD): SIM
Zé Geraldo (PT): NÃO
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PARAÍBA
Aguinaldo Ribeiro (PP): SIM
André Amaral (PMDB): SIM
Benjamin Maranhão (SD): SIM
Damião Feliciano (PDT): NÃO
Efraim Filho (DEM): SIM
Hugo Motta (PMDB): SIM
Luiz Couto (PT): NÃO
Pedro Cunha Lima (PSDB): NÃO
Rômulo Gouveia (PSD): SIM
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB): NÃO
Wellington Roberto (PR): NÃO
Wilson Filho (PTB): Ausente
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PARANÁ
Alex Canziani (PTB): SIM
Alfredo Kaefer (PSL): SIM
Aliel Machado (Rede): NÃO
Assis do Couto (PDT): SIM
Christiane de Souza Yared (PR): NÃO
Delegado Francischini (SD): NÃO
Diego Garcia (PHS):NÃO
Dilceu Sperafico (PP): SIM
Edmar Arruda (PSD): SIM
Enio Verri (PT): NÃO
Evandro Roman (PSD): SIM
Giacobo (PR): SIM
Hermes Parcianello (PMDB): SIM
João Arruda (PMDB): SIM
Leandre (PV): NÃO
Leopoldo Meyer (PSB): NÃO
Luciano Ducci (PSB): Ausente
Luiz Carlos Hauly (PSDB): SIM
Luiz Nishimori (PR): SIM
Nelson Meurer (PP): SIM
Nelson Padovani (PSDB): SIM
Osmar Bertoldi (DEM): SIM
Osmar Serraglio (PMDB): Ausente
Reinhold Stephanes (PSD): Ausente
Rubens Bueno (PPS): NÃO
Sandro Alex (PSD): NÃO
Sergio Souza (PMDB): SIM
Takayama (PSC): SIM
Toninho Wandscheer (PROS): SIM
Zeca Dirceu (PT): NÃO
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PERNAMBUCO
Adalberto Cavalcanti (PTB): SIM
André de Paula (PSD): NÃO
Augusto Coutinho (SD): SIM
Betinho Gomes (PSDB): NÃO
Bruno Araújo (PSDB): SIM
Daniel Coelho (PSDB): NÃO
Danilo Cabral (PSB): NÃO
Eduardo da Fonte (PP): SIM
Fernando Coelho Filho (PSB): SIM
Fernando Monteiro (PP): SIM
Gonzaga Patriota (PSB): NÃO
Jarbas Vasconcelos (PMDB): NÃO
João Fernando Coutinho (PSB): Ausente
Jorge Côrte Real (PTB): SIM
Luciana Santos (PCdoB): NÃO
Luciano Bivar (PSL): SIM
Marinaldo Rosendo (PSB): SIM
Mendonça Filho (DEM): SIM
Pastor Eurico (PHS): NÃO
Ricardo Teobaldo (PTN): SIM
Sebastião Oliveira (PR): SIM
Silvio Costa (PTdoB): NÃO
Tadeu Alencar (PSB): NÃO
Wolney Queiroz (PDT): NÃO
Zeca Cavalcanti (PTB): SIM
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PIAUÍ
Assis Carvalho (PT): NÃO
Átila Lira (PSB): SIM
Heráclito Fortes (PSB): SIM
Iracema Portella (PP): SIM
Júlio Cesar (PSD): SIM
Maia Filho (PP): SIM
Marcelo Castro (PMDB): Ausente
Paes Landim (PTB): SIM
Rodrigo Martins (PSB): NÃO
Silas Freire (PODE): NÃO
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RIO DE JANEIRO
Alessandro Molon (Rede): NÃO
Alexandre Serfiotis (PMDB): Ausente
Alexandre Valle (PR): SIM
Altineu Côrtes (PMDB): SIM
Arolde de Oliveira (PSC): NÃO
Aureo (SD): SIM
Benedita da Silva (PT): NÃO
Cabo Daciolo (PTdoB): NÃO
Celso Jacob (PMDB): SIM
Celso Pansera (PMDB): NÃO
Chico Alencar (PSOL): NÃO
Chico D'angelo (PT): NÃO
Cristiane Brasil (PTB): SIM
Dejorge Patrício (PRB): Ausente
Deley (PTB): NÃO
Ezequiel Teixeira (PTN): SIM
Felipe Bornier (PROS): NÃO
Francisco Floriano (DEM): SIM
Glauber Braga (PSOL): NÃO
Hugo Leal (PSB): NÃO
Jair Bolsonaro (PSC): NÃO
Jandira Feghali (PCdoB): NÃO
Jean Wyllys (PSOL): NÃO
Julio Lopes (PP): SIM
Laura Carneiro (PMDB): NÃO
Leonardo Picciani (PMDB): SIM
Luiz Carlos Ramos (PTN): NÃO
Luiz Sérgio (PT): NÃO
Marcelo Delaroli (PR): SIM
Marcelo Matos (PHS): NÃO
Marco Antônio Cabral (PMDB): SIM
Marcos Soares (DEM): SIM
Miro Teixeira (REDE): NÃO
Otavio Leite (PSDB): NÃO
Paulo Feijó (PR): SIM
Pedro Paulo (PMDB): SIM
Roberto Sales (PRB): SIM
Rodrigo Maia (DEM): Não vota
Rosangela Gomes (PRB): SIM
Sergio Zveiter (PMDB): NÃO
Simão Sessim (PP): SIM
Soraya Santos (PMDB): SIM
Sóstenes Cavalcante (DEM): NÃO
Wadih Damous (PT): NÃO
Walney Rocha (PEN): SIM
Zé Augusto Nalin (PMDB): SIM
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RIO GRANDE DO NORTE
Antônio Jácome (PTN): NÃO
Beto Rosado (PP): SIM
Fábio Faria (PSD): SIM
Felipe Maia (DEM): SIM
Rafael Motta (PSB): NÃO
Rogério Marinho (PSDB): SIM
Walter Alves (PMDB): SIM
Zenaide Maia (PR): NÃO
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RIO GRANDE DO SUL
Afonso Hamm (PP): NÃO
Afonso Motta (PDT): NÃO
Alceu Moreira (PMDB): SIM
Bohn Gass (PT): NÃO
Cajar Nardes (PR): SIM
Carlos Gomes (PRB): NÃO
Covatti Filho (PP): SIM
Danrlei (PSD): NÃO
Darcísio Perondi (PMDB): SIM
Giovani Cherini (PR): Ausente
Heitor Schuch (PSB): NÃO
Henrique Fontana (PT): NÃO
Jerônimo (PP): NÃO
João Derly (Rede): NÃO
José Fogaça (PMDB): SIM
José Otávio Germano (PP): SIM
José Stédile (PSB): NÃO
Luis Carlos Heinze (PP): NÃO
Marco Maia (PT): NÃO
Marcon (PT): NÃO
Maria do Rosário (PT): NÃO
Mauro Pereira (PMDB): SIM
Onyx Lorenzoni (DEM): NÃO
Osmar Terra (PMDB): SIM
Paulo Pimenta (PT): NÃO
Pepe Vargas (PT): NÃO
Pompeo de Mattos (PDT): NÃO
Renato Molling (PP): SIM
Ronaldo Nogueira (PTB): SIM
Sérgio Moraes (PTB): SIM
Yeda Crusius (PSDB): SIM
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RONDÔNIA
Expedito Netto (PSD): NÃO
Lindomar Garçon (PRB): SIM
Lucio Mosquini (PMDB): SIM
Luiz Cláudio (PR): SIM
Marcos Rogério (DEM): NÃO
Mariana Carvalho (PSDB): NÃO
Marinha Raupp (PMDB): SIM
Nilton Capixaba (PTB): SIM
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RORAIMA
Abel Mesquita (DEM): SIM
Carlos Andrade (PHS): NÃO
Edio Lopes (PP): SIM
Hiran Gonçalves (PP): SIM
Jhonatan de Jesus (PRB): SIM
Maria Helena (PSB): SIM
Remídio Monai (PR): SIM
Shéridan (PSDB): Ausente
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SANTA CATARINA
Carmen Zanotto (PPS): NÃO
Celso Maldaner (PMDB): SIM
Cesar Souza (PSD): SIM
Décio Lima (PT): NÃO
Esperidião Amin (PP): NÃO
Geovania de Sá (PSDB): NÃO
João Paulo Kleinübing (PSD): SIM
João Rodrigues (PSD): SIM
Jorge Boeira (PP): NÃO
Jorginho Mello (PR): NÃO
Marco Tebaldi (PSDB): SIM
Mauro Mariani (PMDB): SIM
Pedro Uczai (PT): NÃO
Rogério Peninha Mendonça (PMDB): SIM
Ronaldo Benedet (PMDB): SIM
Valdir Colatto (PMDB): SIM
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SÃO PAULO
Alex Manente (PPS): NÃO
Alexandre Leite (DEM): Abstenção
Ana Perugini (PT): NÃO
Andres Sanchez (PT): NÃO
Antonio Bulhões (PRB): SIM
Antonio Carlos Mendes Thame (PV): NÃO
Arlindo Chinaglia (PT): NÃO
Arnaldo Faria de Sá (PTB): NÃO
Baleia Rossi (PMDB): SIM
Beto Mansur (PRB): SIM
Bruna Furlan (PSDB): SIM
Capitão Augusto (PR): NÃO
Carlos Sampaio (PSDB): NÃO
Carlos Zarattini (PT): NÃO
Celso Russomanno (PRB): SIM
Dr. Sinval Malheiros (PTN): SIM
Eduardo Bolsonaro (PSC): NÃO
Eduardo Cury (PSDB): NÃO
Eli Corrêa Filho (DEM): SIM
Evandro Gussi (PV): SIM
Fausto Pinato (PP): SIM
Flavinho (PSB): NÃO
Gilberto Nascimento (PSC): Ausente
Goulart (PSD): SIM
Guilherme Mussi (PP): SIM
Herculano Passos (PSD): SIM
Ivan Valente (PSOL): NÃO
Izaque Silva (PSDB): NÃO
Jefferson Campos (PSD): NÃO
João Paulo Papa (PSDB): NÃO
Jorge Tadeu Mudalen (DEM): SIM
José Mentor (PT): NÃO
Keiko Ota (PSB): NÃO
Lobbe Neto (PSDB): NÃO
Luiz Lauro Filho (PSB): NÃO
Luiza Erundina (PSOL): NÃO
Major Olimpio (SD): NÃO
Mara Gabrilli (PSDB): NÃO
Marcelo Aguiar (DEM): SIM
Marcelo Squassoni (PRB): SIM
Marcio Alvino (PR): SIM
Miguel Haddad (PSDB): NÃO
Miguel Lombardi (PR): SIM
Milton Monti (PR): SIM
Missionário José Olimpio (DEM): SIM
Nelson Marquezelli (PTB): SIM
Nilto Tatto (PT): NÃO
Orlando Silva (PCdoB): NÃO
Paulo Freire (PR): SIM
Paulo Maluf (PP): SIM
Paulo Pereira da Silva (SD): SIM
Paulo Teixeira (PT): NÃO
Pollyana Gama (PPS): NÃO
Pr. Marco Feliciano (PSC): SIM
Renata Abreu (PTN): NÃO
Ricardo Izar (PP): SIM
Ricardo Tripoli (PSDB): NÃO
Roberto Alves (PRB): SIM
Roberto de Lucena (PV): SIM
Roberto Freire (PPS): NÃO
Sérgio Reis (PRB): NÃO
Silvio Torres (PSDB): NÃO
Tiririca (PR): NÃO
Valmir Prascidelli (PT): NÃO
Vanderlei Macris (PSDB): NÃO
Vicente Candido (PT): NÃO
Vicentinho (PT): NÃO
Vinicius Carvalho (PRB): SIM
Vitor Lippi (PSDB): NÃO
Walter Ihoshi (PSD): SIM
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SERGIPE
Adelson Barreto (PR): NÃO
Andre Moura (PSC): SIM
Fábio Mitidieri (PSD): NÃO
Fabio Reis (PMDB): SIM
João Daniel (PT): NÃO
Jony Marcos (PRB): NÃO
Laercio Oliveira (SD): NÃO
Valadares Filho (PSB): NÃO
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TOCANTINS
Carlos Henrique Gaguim (PTN): SIM
César Halum (PRB): NÃO
Dulce Miranda (PMDB): SIM
Irajá Abreu (PSD): NÃO
Josi Nunes (PMDB): SIM
Lázaro Botelho (PP): SIM
Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM): SIM
Vicentinho Júnior (PR): Ausente

Fonte: https://www.cartacapital.com.br/politica/como-votou-cada-deputado-sobre-a-denuncia-contra-temer


Talvez a única resposta realmente capaz de produzir mudanças esteja justamente onde tudo começa: nas urnas.

É por meio do voto que podemos demonstrar que não somos espectadores passivos nem marionetes nas mãos daqueles que tratam a política como instrumento de benefício próprio. A democracia não se fortalece apenas pela existência de eleições, mas pela consciência crítica de quem participa delas.

Nosso país possui riquezas naturais, diversidade cultural e um potencial imenso de desenvolvimento. No entanto, nenhuma dessas qualidades será suficiente enquanto continuarmos premiando a incompetência, a corrupção e o descaso com a coisa pública.

Por isso, mais do que indignação, precisamos de memória. Mais do que discursos inflamados, precisamos de responsabilidade. E mais do que reclamar dos problemas, precisamos compreender o poder que temos ao escolher quem nos representa.

Só assim deixaremos de ocupar o papel de plateia em um espetáculo político que não nos beneficia e passaremos a exercer o papel que realmente nos pertence: o de cidadãos.









XOXO



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