Todo Mundo em Pânico 6 (2026) - Filme

 By Cathy Scarlet


FICHA TÉCNICA

Filme: Todo Mundo em Pânico 6 (Scary Movie 6)
Diretor: Michael Tiddes
Ano: 2026
Duração: 96 minutos
País: Estados Unidos
Gênero: Comédia

Nota: 6


Existem franquias que parecem durar indefinidamente. Algumas são recebidas com ovações, outras com desconfiança ou decepção. Seja como for, acabam nos remetendo a inúmeras sensações — da nostalgia às surpresas, positivas ou não. Isso sem mencionar as produções que dividem opiniões justamente por apostarem em temas polêmicos. É justamente este último caso que me trouxe a desenvolver mais esta resenha.

O sexto filme da franquia inicia com um plot twist hilário: Ghostface se vê atacado durante sua própria tentativa de assassinar uma jovem em um beco escuro. Em seguida, a narrativa retorna ao clássico modelo de perseguição do vilão. A vítima da vez é Sara, uma das filhas de Cindy Campbell, protagonista da série (desconsiderando, claro, os eventos do quinto filme). Ao visitar a irmã Wandinha — ou Waldinha, por motivos autorais — acompanhada do namorado Jack, Sara acaba se envolvendo em mais um dos ataques do mascarado.

Sua decisão de entrar em contato com a mãe para dar um fim ao inimigo serve como gatilho para o retorno dos personagens mais conhecidos da saga: Shorty, Ray, Cindy, Brenda e outros rostos familiares. Enquanto tentam sobreviver às investidas de Ghostface, todos se veem novamente envolvidos em uma sucessão de armadilhas, acidentes e situações absurdas que marcaram a identidade da franquia desde seus primeiros filmes.

Todo Mundo em Pânico tornou-se emblemático por suas piadas de cunho sexual, suas paródias e até mesmo por críticas sutis — ao menos para aqueles que conseguem percebê-las em meio ao caos cômico das cenas. Desta vez, a produção procura retomar parte da fórmula que a consagrou entre os clássicos do humor besteirol. E nem tente encará-la como uma obra canônica ou particularmente sofisticada: seu objetivo é divertir.

Nesse sentido, o filme consegue prender o espectador menos exigente na teia de humor em que o lança. Já os espectadores mais atentos podem identificar algumas críticas interessantes espalhadas pela narrativa, incluindo referências ao caso Epstein. Ainda assim, essas observações acabam ocupando um papel secundário diante da avalanche de situações caricatas e exageradas que compõem a trama.

Embora alguns personagens retornem e surpreendam positivamente os fãs da franquia, o filme tropeça ao recorrer excessivamente ao humor baseado em temas polêmicos, como racismo, etarismo e identidade de gênero. Em determinados momentos, a insistência nesse tipo de abordagem acaba enfraquecendo o humor genuíno e dá lugar a um sensacionalismo pouco criativo. O que poderia servir como crítica satírica termina, por vezes, parecendo apenas provocação gratuita.

Apesar dessas ressalvas, recomendo a experiência para quem busca diversão descompromissada. Sem grandes expectativas intelectuais, o filme cumpre aquilo a que se propõe: arrancar risadas e proporcionar uma catarse cômica. Afinal, nem toda obra precisa se sustentar exclusivamente pela reflexão; às vezes, o entretenimento também basta.







XOXO












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